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sábado, 3 de outubro de 2009

Mensagem da Nossa Senhora Maria de Nazareth

CAPÍTULO XVII


A Fonte do Supremo Bem. — Necessidade do hábito da prece. — Um episódio bastante elucidativo. — Duas almas afins combinam unir-se na Terra. — Um método de vida para todos os lares. — Onde existe realmente o vale de lágrimas.

As coisas que acontecem às almas encarnadas na Terra, acontecem semelhantemente em todos os planos do Universo, e fazem parte do processo evolutivo de todos os seres viventes em cada um desses numerosos planos. As coisas que todos vós registrais ao longo da existência anual de almas encarnadas, têm todas o seu lado útil para cada um de vós, embora possais registrar algumas menos agradáveis ou menos felizes a vosso próprio juízo. O que, entretanto, haveis de constatar, é que uma experiência a mais tenha sido aproveitada em face do acontecido, experiência que todos vós assinalastes para sempre.
É certo que certas coisas acontecem às almas viventes neste vosso plano atual, para cujo acontecimento não tenhais contribuído. Nestes casos, que não são raros, tereis sido envolvidos no acontecimento em que tereis sido parte, e dele colhereis também alguma experiência, mas colhereis igualmente compensações de ordem espiritual que se transformarão em bênçãos para vós, enriquecendo o vosso diadema. O que cumpre, então, a quantos vivem a vida terrena, para que possam, ou livrar-se de envolvimento por acontecimentos pertinentes a terceiros, ou se conservarem imunes aos mesmos, é estarem permanentemente ligados à fonte do supremo bem que é o Nosso divino Mestre Jesus, donde emana toda assistência e proteção para as almas encarnadas em suas necessidades ou vicissitudes. O hábito da prece é, nestes casos que podem surgir no vosso caminho, o elemento maior e mais eficaz ao vosso alcance em quaisquer circunstâncias.
Haveis de constatar todos vós, meus queridos, que eu, assim como os emissários que vieram ao vosso ambiente ditar outros livros, todos nos apoiamos nesta grande recomendação em torno da necessidade do hábito da prece. Eu direi então que esta recomendação justificaria por si só a vinda de tantas Entidades evoluídas ao vosso meio terreno, porque, efetivamente, é da prece que mais necessitam as almas encarnadas para vencer os obstáculos de toda a sorte que encontram ao longo de sua existência na carne. Livrando-se dos obstáculos por meio da prece, estarão aumentando paralelamente a própria luz espiritual, objetivo único de sua vinda mais uma vez a este proclamado vale de lágrimas.
A propósito deste qualificativo dado ao mundo terreno, o qual não é de todo sem fundamento, eu vos contarei um episódio bastante elucidativo. Encontravam-se no Alto certa vez duas almas afins, cuja estada nesse plano já se prolongava bastante, ambas desejosas de aumentar a luz espiritual. Como tal coisa só se possa conseguir mediante a seqüência de encarnações no plano físico, que é este a que chamais vale de lágrima, aquelas duas almas decidiram empenhar-se junto aos seus Dirigentes Espirituais para deles conseguirem a necessária permissão para reencarnarem. Atendidas carinhosamente, pelos Dirigentes do seu plano, as duas almas expuseram o seu grande desejo de voltarem à Terra uma vez mais em busca de maiores luzes, rogando inclusive a graça de na Terra se encontrarem e juntas viverem a sua reencarnação. Ouvidas as suas rogativas com o carinho dispensado pelos Dirigentes Espirituais aos seus dirigidos, houveram aqueles por bem ponderar às duas almas a circunstância de ser a Terra designada por vale de lágrima onde de fato as almas sofrem às vezes dolorosamente, vertendo copiosas lágrimas em seu trajeto. As duas almas ouviram atentamente a ponderação e concordaram em reencarnar assim mesmo, certas, diziam, de que cada lágrima vertida na Terra deve corresponder a uma aresta que se desprende da alma, a qual desta maneira se eleva e ilumina. A permissão foi então concedida às duas almas afins e estas tiveram marcado o mês e dia do seu nascimento, em lugares muito distantes na Terra.
Passaram-se meses e anos com o contínuo movimento circular da esfera terrestre, enquanto as duas almas afins desenvolviam os respectivos veículos físicos, sem qualquer recordação do que no Alto se passara para a sua vinda à Terra. Este fenômeno verifica-se infelizmente com todas as almas que reencarnam, olvidando por completo a memória espiritual deixada no plano em que no Alto viviam. Isto explica também o fato de muitas almas encarnadas enveredarem por caminhos outros que não aqueles que prometeram seguir na Terra para a realização dos objetivos visados. Um único meio existe então, para que possa cada alma encarnada ou ser humano, recordar planos, compromissos e objetivos determinantes da sua presente estada na Terra. Este meio que nós não nos cansamos de recomendar a todos vos, pelo nosso grande empenho em que consigais romper a treva das vibrações inferiores e elevar-vos decididamente para a luz e para o Alto, este meio consiste efetivamente na prece diária, na prece sincera do vosso coração dirigida ao coração magnânimo do Senhor, sendo, como disse, o único pelo qual podereis recordar em vossa memória física quanto deixastes guardado na memória espiritual.
Volvamos, porém, às duas almas reencarnadas em lugares distantes do vosso mundo, vivendo a vida instintiva como todas as demais, olvidadas de promessas e compromissos firmados no Alto. Dizeis vós com muita propriedade que o mundo dá muitas voltas e numa dessas voltas muitas pedras se encontram. Este conceito é verdadeiro porque em verdade, as criaturas constantemente se deslocam na Terra, podendo talvez contar-se as que nascem, vivem e desencarnam nos mesmos lugares de nascimento. Sucedeu, pois, que uma das almas afins se deslocou a seu tempo do lar em que nascera e, conduzida inconscientemente por Forças Superiores, foi pousar ou aportar precisamente na cidade, vila ou metrópole em que a outra vivia despreocupadamente a sua vida simples de alma inteiramente olvidada de promessas e compromissos firmados no Alto.
Há um ditado muito certo que todos conheceis, o qual diz que o que tem de ser traz força, e assim sucede realmente. As Forças Superiores se incumbem de movimentar e conduzir as almas encarnadas seguindo os reais objetivos e finalidades de cada uma, suprindo dessa maneira a ausência das recordações de cada alma em sua memória física. Desta maneira foi que vieram a encontrar-se as duas almas afins no mesmo núcleo populacional onde uma delas havia nascido. As duas haviam prometido procurar-se até se encontrarem na Terra, fossem quais fossem as dificuldades ou obstáculos a vencer para isso. Assim aconteceu realmente. As duas almas encontraram-se, é certo, mas não se reconheceram, em conseqüência ainda do olvido de sua memória espiritual. As Forças Superiores, porém, se incumbiram de as aproximar por inspiração de outras mentes, fato que realmente as aproximou pelo despertar duma grande simpatia recíproca. Tal acontecimento teve lugar na segunda década deste século, e as duas almas afins se uniram desde então, constituindo provavelmente o lar mais harmonioso e feliz do século findante. No momento em que escrevo, as duas almas ainda permanecem, contentes, amando-se reciprocamente como desde o Alto, atestando com isso que o mundo terreno pode ser considerado vale de lágrimas apenas para quantos esqueceram suas promessas feitas solenemente no Alto, e aqui perambulam tateando os caminhos terrenos, vertendo lágrimas de dor cada vez que sentem nos pés o contato das urzes e espinhos que não conseguiram afastar. Para almas, porém, que adotaram desde cedo o hábito de orar a Jesus com o mesmo fervor com que se entregam ao alimento de sua matéria, para essas almas a Terra já deixou de ser aquele vale de lágrimas de que falais, para se constituir num estágio necessário à aquisição de maiores luzes espirituais. Eu falo-vos desta maneira a respeito das duas almas irmãs que realizaram na Terra o seu objetivo na presente jornada, porque as conheço muito de perto e acompanho com atenção o desdobramento de suas atividades neste plano. Eu e várias outras Entidades evoluídas percorremos periodicamente o ambiente terreno, com o propósito de identificarmos os lares onde a harmonia e o amor se hajam realmente instalado, tendo a felicidade de podermos já hoje contar um bom número deles. Verificamos, outrossim, que quando os lares terrenos são construídos por almas realmente afins, da mesma elevação espiritual, a vida se constitui para essas almas um feliz passatempo, não obstante os percalços naturais da existência a que muito poucas ou nenhuma alma consegue fugir.
Em minhas vindas ao vosso meio nesta tarefa de identificação dos lares harmoniosos, eu tenho adotado hospedar-me incógnita em vários deles para melhor sentir o ciclo vibratório de cada um. E quando tenho a ventura de me hospedar num lar como tenho encontrado muitos, felizmente, em que o entendimento das almas que o compõem se constitui a constante desse lar, de par com o apuro de linguagem usada pelos seus ocupantes, eu vos confesso, minhas filhas e filhos queridos, que me sinto nesses lares tão bem, tão feliz, que a eles procuro voltar sempre que se me ofereça oportunidade.
Um desses lares, repito-o aqui, onde muito me apraz hospedar-me, é o constituído por aquelas duas almas afins, às quais me venho referindo. Aprecio sobretudo nesse lar o método estabelecido desde muito em sua vivência, dividindo os encargos administrativos. Estabeleceram aquelas duas almas um método que muito tem contribuído para a sua harmonia e felicidade. À esposa foi atribuída a administração interna do lar, com poderes de resolver todas as questões relacionadas com os servos, a alimentação, os serviços internos, e por último também a administração das economias do casal. À outra parte incumbe a formação dos recursos da família pelo seu trabalho, e opinar quando necessário nos assuntos internos. Com este método de vida não existem as questiúnculas tão freqüentes noutros lugares, sendo tudo resolvido na mais perfeita harmonia entre as duas grandes colunas do lar. Eu ocupei-me deste caso no presente capítulo, pelo meu grande desejo de que esse método se estenda a todos os demais lares terrenos, a fim de que a felicidade e a harmonia neles se instalem também e para sempre. Tenho apreciado igualmente em outros lares que tenho visitado, o que muita me agrada e conforta, o sentimento de respeito e consideração manifestado pelos filhos para com os pais, em conseqüência, aliás, da maneira pela qual esses filhos receberam dos pais os princípios insubstituíveis da educação doméstica, que só os pais sabem dar — quando sabem e se acham em condições de dar.
Existe, porém, infelizmente, o outro lado da medalha, minhas filhas e filhos queridos. Tenho tentado em vão permanecer em lares de tal maneira desarmonizados em face do desentendimento existente entre seus responsáveis, que eu muito deploro, e deles me afasto verdadeiramente desconsolada. Não os abandono, porém. Retornando ao Alto, realizamos reuniões de prece por esses lares e seus ocupantes, com o fim de emitirmos vibrações de amor e entendimento sobre eles, e algo já podemos registrar em favor desse objetivo. Nesses lares assim desarmonizados, desentendidos, é que se encontra o verdadeiro vale de lágrimas, alimentado pelas dificuldades e sofrimento das almas que neles vivem sua existência terrena, inteiramente esquecidas de que a prece fervorosa elevada diariamente ao Senhor Jesus ou ao Pai Celestial, constituem o mais sólido amparo de que tanto carecem para superar todos os percalços da vida.
Eu vos declaro então, em face da minha experiência, que a Terra só pode merecer o conceito de vale de lágrimas, daqueles que tenham olvidado por completo a memória espiritual e não se esforcem em recobrá-la. Porque para aqueles que oram diariamente do íntimo d’alma o conceito que fazem da Terra é de uma verdadeira escola viva, onde vieram para estudar e progredir espiritualmente.
Deixo-vos aqui a bênção que o Senhor vos envia por meu intermédio, e a minha própria que eu vos ofereço de todo o coração.




Todos os direitos da presente mensagem são reservados para Editora e Distribuidora 33 conforme lei vigente. Para qualquer tipo de impressão ou publicação é necessário pedir por escrito à Editora 33. A presente mensagem é livre para copiar e distribuir entre amigos e grupos de estudo, se gostou, indique para familiares e amigos. Pelo auxilio na divulgação desde já agradeço de coração.
Visite nosso site: www.editora33.com.br ou http://novaordemdejesus.blogspot.com/
Desejo a todos, muita luz, paz e amor.
Darci Dickel

Mensagem da Nossa Senhora Maria de Nazareth

CAPÍTULO XVI


A visita das almas juvenis. — Um passeio ao belo parque celeste. — Eólia, uma flor que entende e responde perguntas; permanece seis meses aberta. — Plantas que conversam entre si. — Grande e belo lago onde milhões de peixes apreciam música.

Prosseguirei na descrição da visita que me fizeram aquelas almas juvenis do capítulo anterior e que eu acomodei na minha própria moradia. Aquela visita, quero deixar bem claro, não foi a primeira que recebi no meu plano de vida no Alto, visto como outras almas lá têm ido, levadas por Entidades evoluídas, também em visita que fazem por vezes a outros planos. Essas visitas têm, aliás, um sentido muito elevado, permitindo às almas estagiárias em planos inferiores tomarem conhecimento do que em nosso plano existe, resultando daí uma excelente propagação da consciência para as demais em se aprimorarem espiritualmente com vistas a uma justa promoção. Esta prática tem dado excelentes resultados, e eu gostaria imenso que as próprias almas encarnadas como vós também lá fossem em visita durante as horas de sono do corpo, o que é perfeitamente possível.
O dia seguinte ao da nossa chegada apresentou-se particularmente belo, com os raios solares filtrando-se por entre os ramos do arvoredo, numa atmosfera que a todos convidava ao passeio campestre. Resolvi então proporcionar às minhas visitas esse tipo de passeio, durante o qual belas coisas teriam oportunidade de observar. Acomodamo-nos confortavelmente na minha condução, um veículo desprovido de rodas ou motor que é o tipo de condução usado ali pelas almas que não tenham suficientemente desenvolvido o seu poder volitivo, e nele nos dirigimos a uma posição a muitas milhas de distância. Minhas hóspedas demonstraram-se imensamente felizes nesse passeio, e não se cansavam de admirar a paisagem que seus olhos descortinavam. Atingido o local desejado, descemos da condução e passamos a caminhar a pé até entrarmos no belo parque que ali existe, no qual são cultivadas as mais variadas espécies de flores e frutos, numa área que se pode considerar de algumas centenas de milhas quadradas. Sentamo-nos confortavelmente em meio de formosos canteiros de flores que se estendiam em várias direções, e aí permanecemos envolvidas pelo perfume irradiado das flores sobre nós. Minhas hóspedas desejavam conhecer os nomes de muitas das espécies ali cultivadas, e para satisfazê-las eu encarreguei o próprio governante do parque, uma Entidade muitas vezes centenária, de longas barbas da cor da neve, cuja maior felicidade consiste em viver naquele ambiente, dirigindo os trabalhos do parque. Ele tomou então o encargo de satisfazer a curiosidade daquelas almas juvenis, explicando-lhes em minúcias os nomes e a história das flores que cultivava.
— Esta que aqui vedes, disse o bom velhinho, eu fui buscá-la num planeta distante; tão distante que para se chegar a ele, com a velocidade do pensamento, são precisos de doze a quinze segundos. Chama-se então eólia esta flor, o nome do seu planeta de origem. Tratada com o carinho que nós aqui lhe dispensamos, esta flor se mantém assim viva, vibrante, irradiando este perfume durante cerca de seis meses do vosso plano, que é o mesmo tempo da Terra. Ela possui uma particularidade notável, talvez única, entre flores, que é corresponder à nossa linguagem. Querem ver? Prestem atenção. Eu vou fazer-lhe uma pergunta e ela lhe dará resposta por meio da mudança de cor. Se sua resposta for de sentido afirmativo, sua cor de rosa vivo que é, se transformará em ouro, mais ou menos acentuado, segundo a intensidade de sua resposta. Se esta for de sentido negativo, a tonalidade se apresentará então num amarelo pálido, rosa claro, às vezes mesclado de branco. Que pergunta gostaríeis vós de fazer a esta bela flor?
As jovens entreolharam-se por momentos, em particular, e resolveram fazer à flor a seguinte pergunta:
— Bela flor que nós tanto admiramos; gostarias de ir viver também no nosso plano, juntamente com aquelas que lá cultivamos?
Todos nós passamos a observar com grande curiosidade a transformação a operar-se na coloração daquela flor. Passados os primeiros segundos de expectativa, o róseo vivo das pétalas entrou a empalidecer e assim prosseguindo até a tonalidade rosa claro mesclado de branco em todas as pétalas. Concluíram algo melancólicas aquelas almas juvenis que a bela flor não desejava ir viver também no seu plano de vida. Enquanto o assunto era objeto de comentários entre nós, todos pudemos constatar a volta da flor à sua cor habitual.
— Minhas queridas, informou o bom velhinho: da resposta dada por esta flor extraordinária temos de concluir que ela representa já na escala vegetal a que pertence, um ser vivente, pensante, inteligente, capaz de compreender o sentido daquilo que se lhe pergunta, e responder segundo o seu próprio desejo. Mas eu explicarei ainda de outra maneira o fenômeno que acabais de presenciar. Pelo que se observa neste pequenino representante da escala a que pertence, somos levados a acreditar na existência de uma alma da mesma procedência das nossas em cada haste desta plantinha mimosa, não apenas ouvindo e respondendo às perguntas que lhe fazemos, mas ainda reunindo no ambiente a quantidade necessária de tons e eléctrons para a conservar durante tanto tempo em sua plena forma, aberta, viva, numa existência jamais imaginada para uma flor.
A explicação do bom velhinho agradou imensamente àquelas almas juvenis, muito curiosas de quanto estavam vendo e ouvindo. Prosseguimos no nosso passeio pelo parque, guiadas agora pelo seu governante, o bom velhinho que nos atendia.
— Venham observar aqui bem perto outra autêntica maravilha da escala vegetal, um dos mais belos ornamentos do nosso parque celeste.
E conduziu-nos às proximidades de um grupo de plantas de pequeno porte a alguns passos donde nos encontrávamos.
— Estas plantinhas que aqui vêem conversam entre si o dia todo, dando-nos a entender que possuem uma linguagem própria, como a nossa.
Vamos vê-las de perto. Vejam como se encontram agora perfeitamente serenas, numa tranqüilidade absoluta. Eu apenas tocarei numa delas e logo o diálogo começa. Querem ver?
E tocou levemente numa delas, a qual em poucos instantes se inclinou, tocando de leve a mais próxima, como a participar-lhe que havia sido tocada por alguém. A segunda, recebendo a informação, inclinou-se até tocar a vizinha, e esta a seguinte, num entendimento visível. Como estavam localizadas estas plantas num canteiro em forma circular, e eram em grande número, logo todo o conjunto se entregou a movimento constante; seus ramos se agitavam e tocavam como se uma corrente aérea estivesse soprando sobre eles. No entanto, a atmosfera mantinha-se serena, nenhuma aragem circulando naquele momento.
— E quando é que estas plantinhas vão voltar à serenidade?
— indagou uma das almas visitantes bastante curiosa.
— Tão logo nós nos afastemos — foi a resposta do governante do parque.
E esse movimento, querido velhinho — indagava outra das visitantes —, significará que elas se assustaram com a nossa presença, ou será de contentamento?
— Segundo a observação que venho fazendo pacientemente há muito tempo este movimento que estamos observando na agitação constante dos ramos, significa uma espécie de contentamento pela nossa presença. Esta classe vegetal está situada no mais alto grau evolutivo de sua escala, e apenas pode manifestar-se por meio de seus movimentos. Assim, vendo-nos em sua proximidade, e sabendo que todos aqui só irradiamos o amor, o bem e a fraternidade, estas plantinhas sentem a nossa presença, recebem a nossa irradiação em comunicá-la às demais, que constituem a família.
Escusado será dizer que a explicação dada ao fenômeno pelo bom velhinho agradou a todas as visitantes, satisfazendo sua natural curiosidade.
Deixamos aquele local ainda a convite do governante do parque para apreciarmos outra espécie de curiosidade. Conduziu-nos então até as proximidades do grande lago ali existente, onde várias espécies de seres aquáticos eram cultivados. Ali chegados, ele, sem dizer palavra, sentou-se na margem do lago e deu início a uma canção cuja melodia suave seria ouvida pelos peixes. Nós nos quedamos na expectativa do resultado. Pudemos apreciar, então, como alguns milhares de cabeças, grandes, médias, pequenas e minúsculas afloraram à tona, todas voltadas para o bom velhinho, como a escutar a sua melodia. O espetáculo era realmente belo. Em toda a extensão do lago, apareciam cabeças à superfície; nas proximidades, porém, do local onde o velhinho entoava a sua canção, a quantidade de cabecinhas era totalmente incontável e ali permaneceram durante todo o tempo em que a canção se fazia ouvir. Um espetáculo maravilhoso aquele, realmente, até mesmo para mim, pois que poucas vezes me afasto do meu posto de serviço para apreciar as muitas belezas e originalidades do plano espiritual em que vivo. Gostei por isto, imensamente, da oportunidade que se me ofereceu de visitar aquele grande e belo parque em companhia das minhas queridas hóspedas. Uma destas desejou fazer algumas perguntas ao bom velhinho, ao que o mesmo acedeu alegremente. Ela indagou então:
— O querido irmão pode avaliar quantos exemplares existem neste belo lago?
— Neste momento eu acredito que devem existir de dois a três mil a mais do que anteontem quando aqui estive. Digo isto, porque essa era aproximadamente a quantidade de ovas prestes a largar a sua carga. E como anteriormente minha estimativa era de aproximadamente dois milhões e setecentos mil seres vivos, devem existir hoje estes e mais aqueles que nasceram nestes dois dias.
— Obrigada, muito obrigada, querido irmão, pela sua boa resposta. Permita-me ainda outra pergunta — disse a mesma alma juvenil, que exercia a função de líder do grupo. Perguntou então novamente ao velhinho:
— Eu gostaria de saber a maneira pela qual o querido irmão usa
alimentar uma população tão grande de peixes; — pode dizer-mo?
O velhinho sorriu visivelmente feliz ao ouvir esta pergunta. Refletiu um instante e assim falou para a nossa maior atenção:
— Minha querida, para poderes bem compreender este problema que é o meio de alimentar esta grande população de peixes, eu pedirei a tua atenção para o que nos sucede a todos nós filhos de Deus, vivendo em todos os planos do Universo. Quando Deus nos criou a todos, criou também ao alcance de todos nós os meios e processos de nos alimentarmos por nossa própria iniciativa. Os seres humanos como os espirituais que somos atualmente, conhecem e onde se encontram os elementos necessários à conservação da vida, cumprindo-nos apenas movimentar-nos para obtê-los. Com estes meus amados peixinhos sucede o mesmo, a mesma lei se cumpre. Quando este grande lago foi construído, cuja data contudo não nos é dado saber, o Criador se incumbiu de nele depositar uma série de elementos que cresceram e se desenvolveram, os quais haveriam de fornecer aos peixes o seu alimento. São conhecidas várias espécies de algas que se desenvolvem intensamente sob as águas e de tal maneira que jamais se extinguirão por maior que possa ser a sua destruição pelo consumo dos peixes em sua alimentação. Mas não só as algas lhes servem de alimento. Germinam, crescem e frutificam nos lagos milhares de outras plantas que apenas vivem sob as águas, graça às quais os habitantes aquáticos têm a ventura de escolher a espécie de alimento que lhes convém e jamais o extinguem. Pequenos animálculos que igualmente se reproduzem sob as águas fornecem outra espécie de alimento aos peixes, cuja atividade consiste unicamente em se alimentar. Como vês, minha querida, eu nenhum esforço despendo para alimentar estes meus queridos peixes. Apenas me acerco deste lago quase diariamente para lhes dirigir a minha palavra conselheira, quanto ao seu comportamento. Tenho conseguido evitar várias lutas entre eles, aconselhando-os a que vivam felizes como bons irmãos que são, porque sendo tão grande como é o lago, cabem todos eles folgadamente, sem necessidade de se hostilizarem.
Confesso a minha alegria em ouvir o bom velhinho, que, entretanto, ainda não disse tudo. Voltaremos ao assunto muito proximamente, se não puder ser já no próximo capítulo.
Por agora, deixo-vos aqui a bênção que o Senhor vos envia por meu intermédio, e a minha própria que eu vos ofereço de todo o coração.



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Darci Dickel

Mensagem da Nossa Senhora Maria de Nazareth

CAPÍTULO XV


Finalidade da vinda ao mundo terreno. — Triagem das almas que devem reencarnar. — Vantagens e virtudes da prece. — Eu oro diariamente por todos vós. — Pequena história do Além. — Um grupo de almas visita o meu plano.

Gostaria de poder falar diretamente ao coração das minhas queridas filhas terrenas e também ao dos meus filhos muito estimados, aquela linguagem falada que neles ficasse gravada para sempre, e jamais olvidada. Eu diria então a todos esses corações muito queridos do meu, que os objetivos da vinda de cada um ao mundo terreno têm uma finalidade tão bela e grandiosa na construção da felicidade e progresso de suas almas, que não tem sido por elas observada devidamente.
Efetivamente, meus queridos, a vinda de cada um a este plano físico para uma nova existência na carne dependeu de uma série bem grande de esforços que vós não podeis recordar na vossa memória atual. Isto acontece a quantos filhos e filhas se encontram na Terra, em face do número muito grande de almas que vivem nos planos espirituais, desejosas e também necessitadas de novas reencarnações.
Como, porém, a população terrena na era atual já seja um pouco superior às condições normais da vida neste planeta, há necessidade de se estabelecer no Alto uma espécie de triagem das almas que devem reencarnar. Todas vós fostes, por conseguinte, favorecidas com esta oportunidade, em face dos compromissos que todas assumistes com os Dirigentes Espirituais no sentido da vossa vivência neste século. Entre os compromissos que no Alto assumistes existe um pelo qual vos comprometestes a trilhar na Terra uma estrada que vos conduza à aquisição de novas e maiores luzes para os vossos diademas. Nesse propósito é que devereis firmar os vossos passos e os vossos pensamentos, para que os atos praticados os confirmem. Todos sabemos no Alto, de experiência própria, que o ambiente terreno consegue desviar as almas dos seus verdadeiros objetivos espirituais, pelas seduções que as espreitam em todos os momentos. Isto sucede inclusive às almas melhor preparadas que mergulham na carne, participando por conseguinte de todos os atos peculiares à vida terrena. Existe porém aquele recurso infalível que é a prece, pára a qual apelam constantemente as almas boas, graças à qual ou se reduzem ao mínimo as vibrações negativas do meio terreno, ou de todo se anulam. A prece foi criada pelo Pai exatamente como meio da alma encarnada, como a desencarnada, reforçarem a posição espiritual na qual desejam manter-se, eliminando por esse meio vibrações e influências más, contrárias ao seu bem-estar, perturbadoras ou deletérias.
Pode dar-se que vos pareça desnecessário falarmos desta maneira e insistentemente, nas vantagens e virtudes da prece em nossos escritos a vós dirigidos, porém eu vos explicarei em seguida que assim não é. A prece constitui por assim dizer, o alimento e a fortaleza de todas as almas em todos os planos do Universo. Não existe um único recanto em toda a vastidão imensurável dos mundos habitados em que a prece não constitua para todos esses seres que neles vivem, o recurso infalível em todas as suas atividades. Isto que aqui vos afirmo é uma grande verdade, filhas e filhos que eu muito amo. Ora o Pai Celestial no cimo de todos os mundos, planos e sub-planos do Universo infinito, pela paz, felicidade e bem-estar de todos os filhos que vivem, trabalham e progridem ao longo de todos esses mundos. Ora o Senhor Jesus na cúpula do mundo terreno em que sois hóspedes, pela vossa paz, felicidade, progresso e bem-estar, fornecendo-vos em cada som emitido nesse ato as vibrações mais puras que as vossas almas podem captar e recolher em ajuda necessária e constante na consecução dos vossos objetivos. Oram no Alto todas as Entidades que alcançaram o grau máximo de evolução peculiar ao mundo em que viveis, com o objetivo de reforçar no ambiente terreno o volume de vibrações puras, elevadas, numa operação que vos permita viver na claridade espiritual, livres o quanto possível da onda envolvente de vibrações inferiores, em que ainda é tão rico o meio em que viveis. Oram nos seus respectivos planos as almas estagiá­rias, procurando atrair cada uma um pouco mais de luz através da prece, enquanto aguardam novas oportunidades de voltar à Terra em corpo físico em busca de luzes mais fortes. Oram na Terra as mães sinceramente devotadas à sua luminosa tarefa, rogando ao Senhor proteção e ajuda para seus filhinhos, desejando vê-los crescidos, alegres, prósperos e felizes. Este tipo de prece é saudado em todos os planos espirituais com a maior reverência, por ser talvez a mais bela das manifestações do ser humano: a prece das mães pelos filhos. Oram na Terra os homens esclarecidos, cônscios de suas responsabilidades, deveres e obrigações para com os semelhantes, sabendo que por meio da prece sua tarefa se lhes tornará bem mais suave e mais eficiente. Oram igualmente os menos esclarecidos com o objetivo de receberem do Alto boa parcela de ajuda de que se julgam carecentes para sua maior tranqüilidade e felicidade. Oram ainda, minhas queridas filhas e filhos queridos, os próprios irracionais em meio ao processo de alimentação, quando emitem vibrações de contentamento por esse ato. Essas vibrações que os animais emitem instintivamente são preces de agradecimento ao Criador que as recebe e entende devidamente.
Pelo que aí fica, e pelo muito que ainda pode ser dito sobre as virtudes da prece, tereis a medida da utilidade que a mesma oferece a todos vós, assim como a todos os demais seres do Universo. Fica, portanto, firmado nos vossos corações o princípio que eu direi luminoso, da utilidade da prece como o caminho mais direto e segui-o de chegardes todos vós aos vossos belos objetivos da vida presente. Orai pois, orai muito, orai sempre, não me cansarei de repetir, em face da poderosa ajuda que da prece colhereis, não apenas enquanto na Terra, mas em vossa vida infinita. Não falei de mim em relação à prece, mas desejo fazê-lo também, dizendo-vos que eu adoto desde séculos e séculos sem conta, o hábito para mim muito agradável de orar três vezes ao dia por todas as minhas filhas e filhos que vivem na Terra. Constituem para mim momentos de verdadeira felicidade apreciar as irradiações luminosas das minhas orações, descendo numa espécie de chuveiro sobre as vossas cabeças em todas as regiões do mundo, contribuindo poderosamente, quantas vezes, para o afastamento de muitos males trazidos por outras vibrações inferiores ou maléficas do ambiente em que viveis. Devo dizer-vos minhas queridas, e a vós principalmente, que vossas vidas e felicidade enquanto na Terra, exigem de nós no Alto atenções e proteção muito especial. Apesar de vos encontrardes no plano terreno acompanhadas por Entidades protetoras de grande poder, nós todos do Alto vos dedicamos uma assistência particular em nossas orações diárias, a fim de que possais preservar-vos de situações indesejáveis ou dolorosas exclusivamente pela vossa condição de mulher que nós tanto veneramos. Assim pois, se às nossas preces protetoras emitidas do Alto, vós próprias vos habituardes às vossas de todos os dias, vossa existência na carne tornar-se-á cada dia mais suave, e mais bela a vossa santa missão na Terra.
Em seguida desejo contar-vos uma pequena história relacionada com a nossa vida no Além, sempre curiosa e interessante para quantos vivem a vida terrena inteiramente olvidados de sua vivência espiritual. Sucedeu certa vez em que eu visitava outro plano que não aquele em que vivo habitualmente, deter-me a apreciar um grupo de almas que se entretinham a cultivar flores muito mimosas, cuja espécie está sendo preparada para cultivar também no solo terreno. São flores muito lindas, muito belas, exalando perfume agradável e duradouro. Estavam ali ocupadas no tratamento de um canteiro dessas pequeninas flores, cerca de dez ou doze almas juvenis que me reconheceram e logo se acercaram de mim, com demonstrações as mais delicadas e cativantes de amor filial. Eu as recebi afetuosamente, abracei-as todas, e ali me detive um pouco entretendo com elas uma palestra muito agradável. Ao fim de nossa palestra, indaguei daquelas almas juvenis, de filhas que há muito haviam regressado da Terra, o que gostariam de obter de minha parte, após o nosso tão agradável encontro. Aquele pequeno grupo de almas juvenis entreolhou-se por momentos como a indagarem-se mutuamente o que deveriam pedir-me, quando uma delas decidiu manifestar-se em nome do grupo. Achegou-se então a mim, pegou as minhas mãos, e beijando-as, declarou-me que o que todas aquelas almas mais desejavam manifestar-me naquele momento, era o seu desejo de me acompanharem ao meu plano e lá permanecerem ao meu lado o maior­ tempo possível. Eu achei esse desejo muito natural e preparei-me para atendê-lo. Digo preparei-me porque em verdade eu necessitava de fazer algo a fim de poder atender ao desejo que me havia sido manifestado. Comuniquei-me instantaneamente com o meu amado Filho e roguei a necessária permissão para responder afirmativamente àquelas belas almas juvenis que se mantinham em atitude de expectativa. Esta comunicação com o Senhor e sua resposta ocorreu em questão de segundos. Eu a fiz em obediência à lei espiritual que todos cumprimos no Alto, em virtude da qual nada se faz que não seja devidamente autorizado por quem de direito, no caso o Senhor Jesus, dada a circunstância de conduzir a um plano superior, almas viventes em outro algo inferior. Transmitindo a resposta afirmativa recebida do Senhor àquele pequeno grupo de almas, senti em meu coração toda a alegria que das mesmas se apoderou ao receberem a notícia de que seguiriam comigo, a fim de visitar a minha moradia e nela residirem durante algum tempo. Como não podiam partir sem o cumprimento de certas formalidades como mandam as leis que nos regem, eu própria solicitei ao Chefe Espiritual do plano em questão a necessária permissão para conduzir aquelas almas em minha companhia, e também a designação de substitutas para a tarefa de que então se ocupavam. Isto conseguido, foi nossa partida assistida por uma pequena multidão de almas do plano, desejosas todas de obterem igual oportunidade, e apresentando felicitações às que partiam.
Nossa chegada ao plano em que vivo no Alto produziu nas minhas hóspedes um pequeno deslumbramento, como era natural. Minha chegada já era esperada pelo meu grupo de assessores e numerosas Entidades que também se informaram acerca do meu regresso. Direi então que o aeroporto estava repleto de luminosidade, e isto encantou deveras as minhas hóspedes. Deixamos este local e nos acomodamos no veículo à nossa espera, no qual viajamos até a minha residência, fazendo pequena parada no majestoso templo de topázio que se ergue bem próximo do local de desembarque. Ali oramos durante alguns momentos elevando preces ao Pai Celestial, pela felicidade de todos os seres daquele e de todos os planos do Universo. Em seguida retomamos o nosso trajeto. Minhas hóspedas estavam felicíssimas com o que viam ao longo do caminho que percorríamos. Maravilhavam-se, segundo diziam, como os belos jardins que encontrávamos à nossa passagem, e com o perfume que suas flores nos ofereciam, essências que minhas hospedas desconheciam. Também admiravam extasiadas as altas torres de topázio elevadas no templo onde havíamos orado, e viajavam sorrindo para as belas paisagens que descortinavam pelo trajeto que fazíamos. Chegadas finalmente à minha moradia, encontraram as minhas hóspedas juvenis uma recepção que muito as encantou. Ali nos esperavam todos os meus assessores e assessoras em número que se pode contar por centenas, de quem as jovens receberam cumprimentos os mais cordiais. Isto as deslumbrou sobremaneira, como era visível a todos. Assim recebidas entre as mais evidentes demonstrações de simpatia e carinho, as minhas hóspedas podiam considerar-se naquele momento as criaturas mais felizes do Universo, tal o seu estado d’alma em face do carinho e simpatia que todos demonstravam. Determinei a alguém que as acomodasse da maneira mais confortável, a fim de que as mesmas pudessem considerar-se verdadeiramente hospedadas no Céu de sua imaginação. Muito ainda desejo dizer-vos a respeito deste fato, o que farei no próximo capítulo. Pretendo fazer-vos uma pequena descrição daquele plano em que vivo, e por isso é que desejo voltar ao assunto no capítulo a seguir.
Deixo-vos aqui a bênção que o Senhor vos envia por meu intermédio, e a minha própria que eu vos ofereço de todo o coração.


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Desejo a todos, muita luz, paz e amor.
Darci Dickel

Mensagem da Nossa Senhora Maria de Nazareth

CAPÍTULO XIV


Os verdadeiros interesses dos seres humanos. — Acontecimento de grande magnitude: a demolição de uma montanha. — Terremoto provocado pelo Alto. — Outro fato notável. — Pequena amostra do que poderá acontecer em breve. — A Providência Divina está sempre atenta às vossas rogativas.

As coisas que acontecem aos seres humanos na Terra são necessárias e úteis à vida e ao progresso de cada um. Essas coisas que por vezes os obrigam a reformular idéias e projetos têm o mérito de os encaminhar não raras vezes pela direção que mais convém aos seus verdadeiros interesses, que são os interesses do Espirito. Pode suceder mesmo que de certos fatos, considerados verdadeiro transtorno na vida dos homens, resulte numa situação de grande proveito que de outra maneira jamais se verificaria. Trazendo este ponto ao presente capitulo, eu desejo relatar alguns fatos ocorridos neste plano físico, bastante elucidativos para as almas encarnadas.
Vamos, pois, a esses fatos. Citarei em primeiro lugar o ocorrido na Terra há já alguns séculos numa região das mais adiantadas, cuja população, absorvida nas suas ocupações habituais, viu-se de repente envolvida em acontecimentos de certa magnitude, absolutamente imprevistos. As Forças Superiores que dirigem a vida e o mundo terreno haviam concluído pela necessidade de uma operação telúrica em certa região, com o objetivo de modificar a topografia da mesma, a fim de promover a demolição de uma elevação de grande porte que ali se erguia. Visavam as Forças Superiores com essa operação telúrica melhorar a topografia da região, tornando-a mais útil aos respectivos habitantes. Os trabalhos foram então preparados nesse sentido. Operários espirituais especializados mergulharam no seio da Terra até à profundidade necessária, e aí colocaram os elementos apropriados ao objetivo em vista. Isto feito, retornaram à superfície para demarcarem a área a ser atingida pelos efeitos das cargas postas na profundidade. Uma vez esta parte igualmente concluída, voltaram ao Alto, donde acompanhariam os efeitos do trabalho realizado. Passou-se um pequeno lapso de tempo, e eis que uma espécie de terremoto foi ouvido a grande distância, cuja população, tomada de pânico, se precipitou para fora de suas moradias a fim de pôr-se a salvo de possíveis conseqüências trágicas. Estas, entretanto, não se registraram senão em muito leve escala, principalmente nas moradias mais próximas do centro do fenômeno que a todos despertou. Passaram-se algumas horas e um segundo terremoto foi ouvido, agravando o estado apreensivo dos habitantes da região, como era natural. Aguardaram todos que outros tremores ocorressem, o que não aconteceu, e todos os habitantes regressaram aos seus lares bastante apreensivos com o que ainda pudesse acontecer. Tudo em redor, porém, permaneceu em silêncio, com alegria e tranqüilidade para a população.
Para terem uma informação segura do acontecido, alguns habitantes da região resolveram transportar-se até às proximidades do local em que o fenômeno se teria verificado, organizando-se para isso uma caravana composta de pequeno número de pessoas realmente curiosas de conhecer a extensão do fenômeno e partiram para o local, situado a algumas dezenas de milhas.
Passadas pouco mais de duas semanas regressou a caravana bastante eufórica a relatar o que presenciara, e que lhe parecia quase inacreditável. Contaram então os caravaneiros aos habitantes do lugar o que haviam visto e admirado no ponto exato em que o terremoto se fizera ouvir, que aquela montanha que todos conheciam, erguida à margem do grande lago muito conhecido de todos, havia desaparecido, ou melhor, projetara-se dentro do lago, aterrando-o inteiramente. Contaram que o grande lago que conheciam, no qual costumavam ir muitos dos habitantes pescar em certa época do ano, não mais existia; fora inteiramente aterrado pela montanha derrubada sobre o mesmo. Havia agora no local, segundo relatavam, uma superfície imensa formada pela massa de terra e pedras da antiga montanha, na base da qual, diziam ainda, haviam surgido nascentes de água inexistentes anteriormente, a procurarem caminho. O relato dos caravaneiros despertou nos ouvintes desde logo idéia de tentarem utilizar a superfície aterrada do lago para a cultura dos alimentos necessários àquela pequena povoação, e, quem sabe, até servir a outras populações. Neste propósito outras caravanas foram organizadas e partiram para o local do fenômeno, a examinar a possibilidade imaginada. Passados alguns anos do acontecimento, uma pequena cidade surgiu nas proximidades do local onde antes havia um lago, estando a superfície aterrada pela montanha agora inteiramente preparada. A umidade permanente daquela superfície muito se adequara a determinadas culturas, muito bem aproveitadas pelos habitantes que para lá se transportaram, erigindo nas imediações uma vila que vem crescendo e prosperando com o decorrer dos anos.
Isto que aqui fica, relatado sucintamente, poderá fornecer-vos uma idéia dos recursos das Forças Superiores para promover no solo terreno as modificações que se tornaram necessárias ao conforto e bem-estar humanos. Esses recursos estão agora sendo utilizados pelas Forças Superiores na modificação de certas áreas do solo terreno, tal como no ato narrado, visando a oferecer maiores áreas à produção de alimentos para a população terrena em franco crescimento. No fato acima narrado, se desencarnações ocorreram foi em escala mínima, visto ter-se o mesmo verificado em local desabitado, como suponho. Nas modificações em curso, entretanto, poderão registrar-se desencarnações possivelmente em maior escala, dada a ocorrência de fenômenos telúricos nas proximidades, ou mesmo em locais densamente habitados. Importa pois, e principalmente, que todas as almas encarnadas estejam disto prevenidas, conforme vem sendo divulgado pelos mensageiros do Senhor, e se preparem devidamente através da prece, para a emergência em que poderão encontrar-se. O fato de virem a desencarnar prematuramente alguns milhares de almas em virtude de acontecimentos já esperados, apenas transferirá essas almas de um plano de lutas e provações constantes que é este plano terreno, para outro cem vezes melhor e mais tranqüilo e feliz, onde todas se encontrarão em condições que na Terra não podem sequer imaginar. O que importa, devo assinalar ainda uma vez, é estarem todas as almas convenientemente preparadas moralmente para partir se o seu dia tiver chegado, sendo nesse caso conduzidas carinhosamente pelos mensageiros do Senhor encarregados dessa tarefa.
Em seguida eu relatarei outro fato relacionado também com as modificações em curso na Terra, igualmente uma pequena amostra do que muitos de vós ainda poderão testemunhar. Este ocorreu em certo local da superfície terrena, cuja população sofria muito freqüentemente os rigores da seca. As débeis nascentes de que a população se utilizava minguavam sensivelmente sob os rigores do Sol e até cessavam de todo muito freqüentemente, como disse. O núcleo de habitantes que dessas nascentes se utilizavam era bastante reduzido a princípio, mas foi crescendo com os tempos, tornando-se na época uma pequena cidade, cujos habitantes viviam da pequena indústria doméstica e dos trabalhos do campo. Para estes, então, o desaparecimento das nascentes com que contavam, é fácil de imaginar o enorme transtorno que lhes causava. Numa das épocas em que a seca mais se acentuara, deixando entrever até o abandono da região pela carência absoluta do precioso líquido, surgiu a alguém a idéia de se reunir a população diariamente em determinada hora no templo local a fim de, através duma rogativa em conjunto, implorarem a Deus um lenitivo para a situação aflitiva em que todos se encontravam. As opiniões divergiam apenas quanto ao objeto a pedir: chuva intensa era a idéia de alguns, a qual lhes devolveria as nascentes temporariamente. A outros melhor parecia suplicar a misericórdia divina, certo que Deus melhor do que ninguém saberia o que mais convinha. O virtuoso pároco local concordou com esta segunda idéia, esclarecendo que não se deve indicar ao Criador os caminhos do socorro, mas apenas suplicá-lo com fé, dado que Deus sabe melhor do que os homens o que realmente lhes convém. Foram assim realizadas reuniões rogativas no templo local, com entoação de hinos e cânticos sacros, rogando a Deus e ao Senhor Jesus a divina misericórdia para a situação deveras aflitiva em que se encontravam duas a três dezenas de milhares de seres humanos. Era de ver-se a profunda concentração daquela população no seu grande objetivo que era o socorro divino, o último recurso como a última esperança de sobrevivência para todos.
Os dias iam passando sem prenúncio de chuvas tão ansiosamente aguardadas pela maioria, como de outras vezes sucedera em situações análogas. Mas as esperanças e as reuniões rogativas continuavam no pequeno templo local. Sucedeu então este fato, ocorrido certa madrugada, derramando o pânico em todos os corações daquela gente boa, possuidora de verdadeira fé. Ouviu-se formidável estrondo ocorrido na profundidade do solo, fazendo estremecer a povoação. Todos os habitantes vieram em pânico para as ruas, a se indagarem mutuamente o que fora, o que seria aquilo, se não seria porventura a manifestação da ira do céu em face da insistência com que sua interferência teria sido invocada. Surgiram então, vindo dos arredores, as primeiras informações de moradores locais, cujas residências haviam sofrido duramente o impacto do abalo produzido no subsolo. Clareado o dia, resolveram os mais afoitos ir constatar pessoalmente o fato, a poucos quilômetros da localidade. Voltaram horas após, com esta importante notícia, a qual transmitiu a todos uma grande alegria: o que houve, foi um terremoto aqui bem perto. O estrondo fendeu a montanha rochosa existente nas imediações da localidade, e dela estava jorrando uma forte nascente, um pequeno riacho. Todos acorreram ao local, ansiosos por testemunharem pessoalmente a grande notícia. O fato era verdadeiro. O enorme estrondo que a todos despertara assustados tivera lugar no interior daquela montanha, dando passagem a uma volumosa corrente que já se espraiava pelas imediações em busca de seguimento. Era o atendimento do céu, todos diziam, às rogativas da população aflita. E o atendimento escolhido pelo Alto, era o que mais convinha às necessidades dos respectivos habitantes, por ser de caráter permanente, duradouro, permitindo-lhes utilizar agora o processo da irrigação das lavouras, em lugar de uma chuva ocasional que logo se perderia na superfície ressequida da terra. Para concluir a narrativa devo dizer que a Providência divina está de ouvidos permanentemente abertos às rogativas sinceras das almas viventes neste plano físico, dispondo de meios às vezes desconhecidos destas para as socorrer. A reunião de muitas pessoas, como no caso citado, para orarem juntas por um socorro providencial, conseguiu penetrar e romper as camadas atmosféricas que circundam o globo terrestre, e atingir as verdadeiras fontes do suprimento no Alto, atraindo providências que resultaram no atendimento aos rogos daquelas almas, e de maneira jamais esperada por elas. Positivado ficou através do fato narrado, o qual vós encontrareis provavelmente também narrado por emissários do Senhor, que a melhor se não a única maneira de obter do Alto aquilo de que porventura necessitardes, é fazê-lo por meio da oração sincera, uma prece partida do coração diretamente ao coração do Senhor, a qual será por Ele recebida e atendida no menor prazo possível, Orai, pois, orai muito, orai sempre, volto eu a recomendar-vos para obterdes aquilo de que necessiteis. É este um conselho que deveis conservar sempre presente na vossa memória.
Deixo-vos aqui a bênção que o Senhor vos envia por meu intermédio, e a minha própria que eu vos ofereço de todo o coração.


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Darci Dickel

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

CAPÍTULO XIII


Obstáculos a vencer na Terra. — Não bastam boas intenções. — O sentido exato da prece. — Influências negativas. — Lares que preferem perturbar. — Gosto de chamar-vos filhas e filhos. — Origem milenar deste tratamento. — Sensibiliza-me o tra­ta­mento de Mãe. — Outras formas de tratamento que muito aprecio.

Para dizer às minhas estimadas filhas terrenas e também aos meus filhos queridos tudo quanto eu gostaria de dizer em torno da vida que a todos os espera no plano espiritual, eu teria de escrever não apenas um livro, mas uma série de livros que dariam uma biblio­teca. Eu farei entretanto o possível para sintetizar neste volume os conhecimentos que desejo transmitir a todos enquanto na Terra, e me esforçarei para lhes oferecer oportunamente novos detalhes quando pudermos reunir-nos no Alto, esperança que eu alimento com grane carinho no meu coração.
Desejo esclarecer que uma boa parte do que estou grafando neste livro ainda sem título já é do vosso conhecimento, e apenas está olvidado por vossos Espíritos por efeito da encarnação em que vos encontrais. E o meu empenho no sentido de os despertar através deste livro tem o objetivo de fazer com que possais, ou corrigir um rumo errado para alguns, ou induzir a outros em firmar desde agora o caminho que convém trilhar, em direção à sua verdadeira paz e felicidade espiritual. Eu conheço de perto os percalços da vida terrena, conforme mencionei em capítulo anterior, e sei por isso quais e quantos os obstáculos a serem vencidos pelas almas que se encontram na Terra. Sei, por conseguinte, que não são suficientes as boas intenções de cada uma em seguir o caminho que mais convém à sua felicidade, se não se dispuser a fortificar essas intenções com o reforço da prece constante, diária, a fim de que possa receber do Alto a ajuda necessária, imprescindível mesmo, na realização dos seus objetivos. Asseguro então a todas as almas bem-intencionadas que essa ajuda é uma realidade, sendo mesmo a causa principal que conduz as almas ao êxito em suas vidas terrenas. O sentido exato da prece é luz e essa luz produz nas almas o seu esclarecimento acerca das mil-e-uma preocupações a que estão sujeitas as almas encarnadas para que possam livrar-se de possíveis influências negativas que andam soltas no mundo, e enxergar o caminho reto que desejam e necessitam de seguir. Tem sido divulgado entre vós o sentido da prece como a demonstração da humildade e fé de quem a pratica, transportando-se com ela aos pés de Nosso Senhor Jesus, e Dele recebendo a ajuda e proteção espiritual. Está perfeitamente certa essa definição do sentido da prece, porque em verdade assim é. Eu, porém, desejo transmitir-vos algo mais a esse respeito, dizendo-vos o que acima escrevi. A elevação de uma prece ao Senhor com toda a fé daquelas almas que oram produz uma luminosidade assaz poderosa no ambiente em que estiver sendo proferida, que dele se afastam em verdadeira fuga quaisquer influências negativas que ali porventura estiverem. Com a ausência dessa espécie de más influências, as almas que oram ficam envolvidas nos eflúvios da própria prece, e portanto em condições de raciocinar com calma e acertadamente sobre as numerosas particularidades da sua vida terrena. Um lar no qual todas as almas encarnadas se habituem à prática da prece diária será sempre um lar tranqüilo e feliz, porque inteiramente protegido contra a ação deletéria das influências negativas.
Poderá alguém desejar saber a razão de existirem influências negativas no plano terreno, ocupadas exclusivamente na faina tão ingrata de perturbar a tranqüilidade e felicidade das almas que aqui se encontram encarnadas em busca de luz, paz e progresso moral. A razão desse fato vem de longe, de muito longe mesmo, e manda a verdade dizer-se que apesar dos esforços empregados ainda não pode ser esse mal debelado. A única maneira até hoje encontrada pelas Forças Superiores, consiste na preparação das almas encarnadas através do esclarecimento, atraindo-as decisivamente para a luz espiritual. Este trabalho vem sendo realizado há milênios com excelentes resultados, é de justiça reconhecê-lo. Posso mesmo adiantar neste momento, ser já bastante reduzido o número dos elementos negativos do mundo espiritual ainda em contato com as almas no plano terreno, graças à ação desenvolvida pelas Forças Superiores. Trata-se de elementos remanescentes de seres humanos que sempre se demonstraram refratários aos ensinamentos vindos do Alto, com o fim de fazer despertar a luz e o amor no coração dos seres momentaneamente encarnados. Esses elementos obstinadamente refratá­rios à luz e ao amor venceram existências por assim dizer anima­lizadas, incidindo inclusive na prática de atos contrários às leis divinas, e assim passaram aos planos inferiores do mundo espiritual. Como esses planos se encontrem muito próximos ao plano terreno, os elementos perturbados neles viventes conseguem meios de descer ao plano físico em que vivem as almas encarnadas, e aqui se aproximam de almas afins com as suas, que conseguem identificar, e nelas se apóiam para permanecer. Acontece então este fenômeno que eu desejo bem conheçais: ao encontrarem, aqueles elementos negativos, almas encarnadas portadoras de boas irradiações, ou seja, almas simples, bondosas, desprovidas de proteção e segurança que só a prece proporciona, aqueles elementos instalam-se por vezes em seus lares e aí produzem perturbações e até enfermidades cuja cura ainda escapa à medicina dos vossos dias. O que sucede então? Criaturas simples, amantes da paz e bem-estar, vêem-se de um momento para outro perturbadas ou enfermas, iniciando-se então para elas e suas famílias uma via dolorosa. Isto acontece de preferência nos lares onde a prece é esquecida pelos seus responsáveis, mergulhados nos problemas absorventes da vida material. A situação pode então prolongar-se por mais ou menos tempo até que a misericórdia do Senhor intervenha para lhe dar fim. Sucede não raro ser intermediária da misericórdia divina uma alma amiga da família a quem ocorra a idéia de visitarem os familiares uma organização espiritualista onde talvez encontrem o lenitivo procurado. Isto em regra se verifica, e os elementos perturbadores são recolhidos no plano espiritual, e aí devidamente esclarecidos, voltando a paz aos lares terrenos que vinham sendo perturbados.
Desta maneira vai sendo o ambiente terreno escoimado das influências negativas que tanto têm afligido as almas aqui encarnadas. Mas são tantos, infelizmente, os seres que ainda persistem na prática do erro e da maldade, que ao desencarnarem se transformarão por certo em outras tantas influências a agirem contrariamente ao bem das almas encarnadas. Isto tudo, entretanto, está caminhando para o fim em relação ao mundo terreno. Tem sido bastante avultado nos últimos tempos o número de almas perturbadoras retiradas do meio terreno, onde só a prática do mal as comprazia. Essas almas, nossas irmãs também dignas do nosso amor e das nossas preces, estão sendo esclarecidas no Alto por mensageiros do Senhor Jesus, devendo algumas delas, as mais recalcitrantes, ser removidas a encarnar em outro meio, outra escola pouco inferior à Terra, na qual passarão a viver em harmonia com suas próprias vibrações. As demais, aquelas que for possível recuperar para o amor e a luz, ou permanecerão em seu plano por mais alguns séculos recebendo esclarecimentos, ou serão enviadas à Terra numa reencarnação experimental, na qual demonstrarão ou não sua determinação de prosseguirem na onda de vida atual.
Com o advento do próximo século e a vinda à Terra duma categoria de almas bastante evoluídas, esperam as Forças Superiores poder formar um conjunto humano tão harmonioso e sólido, que as influências negativas do mundo espiritual não lograrão sequer interferir nesse ambiente, onde o hábito da prece fervorosa diária constituirá a sua mais poderosa armadura de proteção. Se, por conseguinte, estas minhas palavras, e tudo quanto vem sendo divulgado pelos mensageiros do Senhor, puder ser posto em prática desde agora, certa estou de que um novo e límpido ambiente de amor e paz se instalará desde já em todos os corações, para maior felicidade das minhas filhas e filhos encarnados, o que muito e muito alegrará o Senhor Jesus e a mim igualmente.
Sobre este tratamento de filhas e filhos meus, de que eu tanto gosto de me utilizar quando a vós me dirijo, desejo dizer aqui algumas palavras ditadas pelo meu coração. É natural, muito natural mesmo, eu o reconheço, a não aceitação de certas almas encarnadas, de sua filiação ao meu Espírito, e têm nisso toda a razão. A verdade é que todas nós somos irmãs, tanto as almas encarnadas como as desencarnadas porque filhas do mesmo e único Pai Celestial. Assim fomos criadas e assim percorremos a escala imensa que nos foi dado percorrer desde a nossa origem, uma simples idéia, até ao grau evolutivo em que nos encontramos. Isto é a verdade verdadeira, insofismável e incontestável, todas as almas são irmãs perante o Pai Celestial, diferençando-se apenas pelo seu estado evolutivo, a sua idade multimilenar, por conseguinte. Não existe contestação possível a esta verdade. A circunstância, entretanto, de haver eu sido distinguida há dois mil anos pelo Pai, para trazer à Terra o maior Espírito que por aqui passou em corpo humano, o Senhor Jesus, nascido naquelas terras de Belém, de tão fundas recordações para o meu pobre coração, essa circunstância, aliada à formação da Igreja de Roma como propagadora da Doutrina de Jesus, levou desde logo muitos milhares de almas boas da Terra a me apelidarem também de Mãe, pelo fato de ter sido eu a mãe de Jesus, o que grandemente me sensibilizou. Prosseguiu desde então o tratamento de Mãe a que me habituei de tal maneira, quando em minha permanência no Alto, que eu por minha vez passei a usar o tratamento carinhoso de filhas e filhos quando a vós me dirijo, o que fundamente me sensibiliza. Nesta condição é que eu me tenho dirigido muitas e muitas vezes ao meu amado Jesus para interceder em favor de muitos de vós, quando me pedem o que está acima e fora das minhas possibilidades. Eu sinto-me então imensamente feliz em considerar minhas filhas todas as almas encarnadas em corpos femininos, assim como filhos, todos os homens que nesta condição me aceitem.
A existência, porém, de almas encarnadas, seja por que motivo for, que não aceitem tal condição, em nada diminui a intensidade do meu amor por elas, inclusive as que se encontrarem filiadas a outras crenças religiosas. De uma coisa, entretanto, eu desejo que estejam certas: é que, se algum dia se lembrarem ou necessitarem da minha ajuda em sua vivência terrena ou no Espaço, eu as atenderei com o mesmo amor e devotamento com que o faço às minhas filhas e filhos adeptos do Senhor Jesus. No mundo espiritual, o qual eu costumo percorrer freqüentemente pela alegria de manter estreito contato com os milhões de almas que nele permanecem, eu tenho verdadeiras dedicações, inclusive de almas que viveram na Terra sob a égide de outras crenças, ou melhor, sob princípios idênticos ao do Cristianismo, tutelados, entretanto, por outras Entidades. No Alto, porém, todas essas almas reverenciam o Senhor Jesus como o Governador do planeta, e bem assim de todas as almas que nele vivem ou viveram. É graças a este belo principio que eu participo da alegria imensa de contar em meu coração com o tratamento filial que tanto me desvanece. Sou para uns, os filiados ao Cristianismo, Nossa Senhora, Maria Santíssima, Mãe Santíssima, ou simplesmente Mãe de Jesus, recebendo qualquer destas formas de tratamento com o sentimento puro dos corações que assim me tratam, e que eu tanto aprecio. Fica portanto claro que aqueles que discordarem destas formas de tratamento a mim dirigido, em nada me desmerecem no meu amor por eles, pois que eu bem compreendo que isso se deva à circunstância de terem nascido ou vivido sob princípios religiosos outros que não o do Senhor Jesus, sendo, contudo, também guiados seus e por Ele igualmente assistidos e protegidos em sua vivência terrena.
Vede, filhas e filhos muito estimados, quanto eu precisei de escrever para justificar o tratamento que vos dou, mas que outros poderão recusar. Eu, porém, desejo assegurar a todos o meu amor por igual a quantos na Terra se encontram, e a todos atenderei no meu plano de vida, com empenho igual, pois que um único desejo eu alimento, que é ver satisfeitas e felizes todas as almas encarnadas em qualquer região, bem como qualquer que seja a sua crença religiosa, as atéias inclusive.
Deixo-vos aqui a bênção que o Senhor vos envia por meu intermédio, e a minha própria que eu vos ofereço de todo o coração.


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Desejo a todos, muita paz, luz, amor.
Darci Dickel

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